Vacinas do adulto: quais costumam estar em atraso
Vacinação é tratada como assunto de criança. Na avaliação preventiva do adulto, é um dos itens mais frequentemente desatualizados — e um dos de melhor relação custo-benefício.
Por que passa despercebido
Três motivos, sempre os mesmos: a caderneta se perdeu há anos, ninguém pergunta na consulta, e existe a suposição de que "vacina de criança dura para sempre".
Algumas duram. Outras exigem reforço periódico. E há vacinas indicadas especificamente para a vida adulta.
As que mais costumam estar em atraso
Dupla adulto (difteria e tétano). Precisa de reforço periódico. É provavelmente a mais atrasada da lista. Também tem indicação específica em ferimentos, conforme o histórico vacinal.
Hepatite B. Muitos adultos nunca completaram o esquema. Está disponível no SUS para todas as idades.
Tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola). A situação depende do ano de nascimento e do histórico. O sarampo voltou a circular em vários países, o que tornou a checagem relevante de novo.
Influenza. Anual, porque as cepas circulantes mudam.
Febre amarela. Indicação conforme área de residência e viagem.
HPV. As faixas etárias e indicações no SUS foram ampliadas ao longo dos anos — vale checar a regra vigente.
Pneumocócica, herpes-zóster, dTpa na gestação, meningocócica têm indicações específicas por idade, condição clínica ou situação.
As faixas etárias, esquemas e disponibilidade no SUS mudam com atualizações do Programa Nacional de Imunizações. Confirme o calendário vigente com seu médico ou na Unidade Básica de Saúde — não tome como base uma lista encontrada na internet, inclusive esta.
Condições que mudam a indicação
Algumas situações alteram o que é recomendado e quando:
- Diabetes, doença renal, cardíaca ou pulmonar crônica
- Imunossupressão de qualquer causa
- Gestação
- Profissionais de saúde
- Viagens internacionais
- Contato domiciliar com pessoas de risco
Perdi minha caderneta
Situação comum, e resolvível. Alternativas: consultar o registro na Unidade Básica de Saúde onde você se vacinou, verificar o ConecteSUS, ou — quando não há registro recuperável — considerar o esquema como não comprovado e reiniciar conforme orientação médica.
Reiniciar um esquema não comprovado é seguro e é a conduta usual.
O que a consulta online resolve
Resolve: revisar seu histórico vacinal, identificar o que provavelmente está em atraso, verificar quais indicações se aplicam ao seu perfil e emitir a orientação por escrito.
Não resolve: a aplicação, que é presencial — na UBS, gratuitamente, ou em clínica de vacinação.
Leve sua caderneta (ou uma foto dela) para a consulta. É um dos itens que mais rende em uma avaliação preventiva.